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Inteligência competitiva para o varejo

Apoio ao Comércio

Em um contexto em que a informação ganha cada vez mais importância e o mercado é extremamente competitivo, o empresário precisa saber como utilizá-la em favor da empresa para agir pró-ativamente e tomar decisões mais assertivas. Quem afirma é o professor Fernando Gilbert que ministrou a palestra “Sistema de Informação de Marketing e Inteligência Competitiva Aplicados ao Varejo”, na reunião quinzenal da CDL Jovem, nesta quarta-feira, 17.

De acordo com o professor, inteligência competitiva é uma forma proativa de captar e organizar informações relevantes sobre o comportamento da concorrência, mas também dos clientes e do mercado como um todo, analisado tendências e cenários, e permitindo um melhor processo de tomada de decisão no curto e longo prazo.
 
Para Gilbert, na era da economia da informação é impensável que organizações se baseiem apenas nos insights criativos de seus profissionais, sem conhecer a fundo o perfil de seus potenciais clientes. As corporações precisam de inteligência competitiva e de um sistema de informação de marketing para se sobressaírem. Mas as empresas mineiras não têm o hábito de compartilhar dados, não alinham as informações que são importantes para seus colaboradores desempenharem bem suas atividades.
 
O sistema de informação de marketing é formado por três formas de coleta de informações no ambiente organizacional:
 
1 – Registros internos – São as informações que a empresa já tem, como relatório de vendas, análise de notas fiscais, contas a receber, etc. 
 
2 – Inteligência de mercado – São procedimentos e fontes onde profissionais buscam informações sobre o mercado e o que está acontecendo, como livros, jornais, reuniões empresariais, conversas com fornecedores, vendedores, etc.
 
3 – Pesquisa de Marketing – São estudos formais de marketing, sobre problemas e oportunidades para empresa, como pesquisa de mercado, teste de preferência de produto, previsão de vendas, avaliação de campanha publicitária, etc.
 
Aplicação – Um exemplo prático do uso estratégico dessas informações, segundo Gilbert, é uma concessionária em BH que queria abrir uma filial, mas não sabia em qual região seria melhor. Ao analisar o perfil de seus clientes e dados como a região onde moravam, por exemplo, a empresa teve subsídios para tomar a melhor decisão.