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A política monetária do Banco do Central prosseguiu com o ciclo de cortes da Taxa Básica de Juros, que se estabeleceu em 8,5%, em consonância com as expectativas do mercado.


O corte de 0,5% já era esperado em função, principalmente, das políticas do governo de estímulo ao crescimento econômico adotadas nos últimos meses. Isto pode ser verificado nas medidas adotadas em abril deste ano, como o corte dos juros e a ampliação do limite de crédito pelos bancos públicos (Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal) que acaba por estimular a queda também nos bancos privados, bem como o novo sistema de rendimento da poupança.


A questão da poupança possui bastante relevância para um corte de 0,5% na taxa SELIC. Isto porque o novo sistema em vigor estabelece que os rendimentos da poupança sejam vinculados à taxa básica de juros, de forma que, caso a SELIC permaneça em patamares acima de 8,5%, o rendimento continuará a ser de 6,17% a.a. + TR; mas caso a SELIC se estabeleça em um patamar igual ou inferior a 8,5%, o rendimento será de 70% desta taxa + TR.


Desta forma, a nova taxa e juros de 8,5% a.a. auxilia o governo a evitar uma fuga de investimentos dos fundos de renda fixa para a caderneta de poupança, o que é salutar para a manutenção da dívida pública, posto que os fundos de renda fixa auxiliam o pagamento das dívidas do governo.


Essa redução do rendimento na poupança pode impactar o consumo de forma positiva, em convergência com o objetivo do governo de impulsionar o crescimento econômico. Aliado a essas medidas, alguns cortes de tributos setoriais, como as reduções de IPI para eletrodomésticos, móveis e automóveis, injetam um fôlego no setor industrial, que sofreu com a valorização do real e a concorrência dos produtos importados.


Além disso, as expectativas para o resultado do PIB do primeiro trimestre de 2012 é de que este seja menor do que o do 4º trimestre de 2011, elevando ainda mais a preocupação do governo com o crescimento, o que é um argumento a mais ao corte de 0,5 p.p. na taxa básica de juros.


 

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