Notícias - 19 de setembro de 2019 Mercado tem expectativa de Selic abaixo de 5% em 2019 Apoio ao Comércio O cenário surpreendentemente confortável para a inflação neste e no próximo ano, traçado pelo Comitê de Política Monetária (Copom), deve dar força à visão de que a taxa Selic poderá cair abaixo dos 5% ainda este ano. As projeções apresentadas no comunicado, divulgado após a decisão do comitê de reduzir a Selic para 5,5% ao ano, mostram que, mesmo com a recente disparada do dólar para cima dos R$ 4, as projeções para o IPCA se afastaram ainda mais da meta para o próximo ano, de 4%. E, portanto, o espaço para cortes adicionais é ainda maior. Segundo o valor, os economistas consultados veem espaço para o juro cair para um nível entre 4,5% e 4,75% no fim deste ano. Mas já há quem considere que, a depender da evolução do câmbio, a taxa possa ficar ainda mais baixa, em 4%. Esse é o caso do economista-chefe da Garde Asset Management, Daniel Weeks, para quem os cenários apresentados pelo comunicado agora estão muito mais realistas. E confirmam que o modelo do BC “aguenta um dólar acima de R$ 4”. Mesmo o reajuste dos combustíveis, confirmado ontem à noite pela Petrobras, deve ter efeito limitado sobre a inflação. Caso o dólar caia para perto dos R$ 3,90, a estimativa do mercado captada pela pesquisa Focus, então o juro pode cair ainda mais, para 4%. No cenário de câmbio e juros constantes, a projeção para o IPCA em 2019 caiu de 3,6% para 3,4% e, em 2020, permaneceu em 3,6%. Mas a grande novidade do comunicado do Copom foi a volta do cenário híbrido, no qual os integrantes do BC usam uma taxa de câmbio no patamar da semana passada, mas com a projeção de juros do mercado para o fim do ano, tirada da pesquisa Focus. Nesse modelo, com um câmbio de R$ 4,05 e Selic em 5% ao ano, a inflação em 2020 ficaria abaixo da meta, em 3,8%. Destaca Jankiel Santos, economista do Santander, que mesmo com a valorização recente do dólar há espaço para mais cortes sem que haja comprometimento da convergência de inflação para a meta. Essa é a grande mensagem do comunicado. O banco também trabalha com uma estimativa de Selic em 4,5% no fim deste ano e estabilidade da taxa ao longo de 2020. Para Santos, o BC parece mais preocupado com o cenário externo agora. “Isso vem na esteira de uma desaceleração de crescimento global mais intensa. No momento, o cenário é relativamente favorável aos emergentes, na visão do BC, mas se houver uma piora grande o risco é isso se refletir na taxa de câmbio e reforçar a aversão ao risco com aumento de prêmios.” “Fomos surpreendidos pelos cenários do Copom porque esperamos inflação maiores para 2020, perto de 3,7%, já contando com a fraqueza da atividade. No cenário de juro e câmbio constante do Copom, a inflação se mantém na meta, então isso deixa claro que existe espaço para reduzir o juro ainda mais”, afirma o economista Luís Bento, da Rio Bravo. “O BC tem espaço para cortar para 4,75% ou menos, a depender dos dados de inflação.” Bento afirma que o BC pode prorrogar para a primeira reunião do ano que vem um eventual corte de 0,25 ponto, mas “certamente a Selic encontra espaço hoje para ficar abaixo dos 5%”, de maneira que os mercados, sobretudo o de juros futuros, devem registrar ajustes hoje logo cedo. Fonte: Valor Econômico Publicações similares Apoio ao Comércio 26 de junho de 2026 Funcionamento do Comércio no dia 29 de junho, dia de jogo da Seleção Brasileira na Copa do Mundo 2026 A CDL/BH informa que os dias de jogos da seleção brasileira na Copa do Mundo de … Apoio ao Comércio 24 de junho de 2026 Comerciantes terão linha de crédito exclusiva com taxas reduzidas no BDMG em parceria inédita com a CDL/BH Micro e pequenos empresários poderão acessar financiamento com condições especiais e até um ano para começar a … Apoio ao Comércio 9 de junho de 2026 Vendas para o Dia dos Namorados devem ganhar força nesta semana em Belo Horizonte Pesquisa da CDL/BH apontou que seis em cada dez consumidores irão comprar o presente nos próximos … Apoio ao Comércio 5 de junho de 2026 Dia dos Namorados deve movimentar comércio de BH com gasto médio de R$ 264 por presente Valor previsto pelos consumidores é 42% maior que em 2025; roupas, cosméticos e calçados lideram a …