Notícias - 11 de setembro de 2018 Pobreza volta a crescer e já atinge 23,3 milhões no Brasil Apoio ao Comércio Brasil precisa libertar suas forças produtivas, e isso passa pelo enxugamento do Estado. Não é só uma década perdida o que temos em perspectiva, com estagnação do crescimento econômico. Há também um retrocesso inaceitável do ponto de vista do aumento da pobreza. Entre o fim de 2014 e 2017, cresceu em 33% o total de pessoas vivendo com menos de R$ 233/mês no Brasil, segundo novos dados do Centro de Políticas Públicas da FGV Social. Trata-se de um contingente de 23,3 milhões de pobres –número maior do que a população do Chile. O total de pobres, pelo critério dos R$ 233/mês, passou de 8,4% para 11,2%. O que o tamanho do Estado tem a ver com isso? Hoje, quase todos os recursos disponíveis pelos governos vão para despesas obrigatórias e crescentes, como funcionalismo e Previdência. O incêndio do Museu Nacional no Rio é eloquente: 87% do orçamento da UFRJ, responsável pelo museu, foi gasto com pessoal no ano passado. No Orçamento federal de 2019, verbas para gastos em investimentos e custeio, dentro de uma receita líquida total prevista de R$ 1,3 trilhão, somarão apenas R$ 98 bilhões (7,5%). Esse dinheiro livre (para conservação de museus, por exemplo) diminui ano a ano e o Brasil só não travou de vez porque continuamos aumentando nossa carga tributária, que passou de 23,7% para 32,4% como proporção do PIB nos últimos 25 anos. Agora o crescimento das despesas com servidores e Previdência revela-se insustentável, e o Brasil se endivida cada vez mais para pagar por isso: nossa dívida pública saltou 20 pontos em quatro anos, indo a 77% como proporção do PIB. Os empresários não vão investir e contratar, gerando mais receitas em impostos, empregos e melhores salários, enquanto esse impasse não for resolvido. Enquanto o Estado não voltar a caber com alguma folga no Orçamento, não haverá boas notícias nem no crescimento nem na diminuição da desigualdade. Fonte: Folha de São Paulo – Fernando Canzian Publicações similares Apoio ao Comércio 25 de março de 2026 Mais de 80% dos lojistas dos segmentos de bombonieres e peixarias de BH estão otimistas com as vendas para a Páscoa A expectativa dos empresários é que 66,83% dos consumidores mantenham ou aumentem o consumo em relação … Apoio ao Comércio 19 de março de 2026 Inadimplência dos consumidores de BH no mês de fevereiro fica abaixo da média nacional Apesar do crescimento de 6,02% em fevereiro, capital mineira apresenta desempenho mais favorável que o país … Apoio ao Comércio 19 de março de 2026 MEI e Simples podem mudar: projeto avança e anima o setor de comércio e serviços Para a CDL/BH, caso o PLP 108/2021 seja aprovado em definitivo, haverá impacto positivo para as … Apoio ao Comércio 19 de março de 2026 Redução da Selic é vista como um ‘respiro’ para o setor de comércio e serviços Para a CDL/BH, queda é um bom caminho para a retomada de investimentos, melhora no acesso …