Notícias - 30 de abril de 2014 Sufoco tributário Apoio ao Comércio Bruno Falci, Presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) Que a carga tributária brasileira é uma das mais altas do mundo, isso não é novidade para mais ninguém. Somos os detentores do sistema tributário mais pesado entre os países emergentes, mais alto até que potências mundiais, como Japão e Estados Unidos. Além disso, o modelo brasileiro é altamente complexo e injusto, pois ao mirar o consumo acaba penalizando as faixas de menor renda. Na teoria, todos os impostos arrecadados nas três esferas de governo – União, Estados e Municípios – deveriam voltar para a sociedade em forma de serviços públicos. Mas não é isto o que sempre acontece. Na maioria das vezes, além do pagamento dos impostos, o cidadão tem que tirar do próprio bolso recursos para ter acesso a serviços básicos, como educação, saúde e segurança. Prova disto é uma pesquisa divulgada recentemente pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) que tem como objetivo avaliar o retorno dos impostos para o bem estar da sociedade em 30 países. E pela quinta vez consecutiva, o Brasil foi considerado como a nação que proporciona o pior retorno de valores arrecadados com tributos em qualidade de vida para sua população. Ficamos atrás até mesmo dos nossos vizinhos latino-americanos. O Uruguai ficou na 12ª posição, e a Argentina ocupou o 24º lugar no ranking. Embora uma grande parcela dos cidadãos não perceba, pagamos impostos todo o tempo. De acordo com o IBPT, o brasileiro trabalhou 150 dias em 2013, ou quase cinco meses do ano somente para pagar impostos, taxas e contribuições aos cofres públicos. E esse peso não é diferente para a classe empresarial. Pesquisa realizada recentemente pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), com lojistas da capital mineira, apontou que a elevada carga tributária brasileira é o maior desafio para manter a empresa aberta, de acordo com 50,33% dos entrevistados. Sabemos que os impostos são indispensáveis para o desenvolvimento do país, entretanto a atual carga tributária é abusiva, e não pode mais ser tolerada. O que o Brasil precisa é de uma reforma tributária que inclua uma série de mudanças na estrutura da legislação de impostos, taxas e contribuições. E há muitos anos, o movimento lojista tem a questão tributária como uma de suas principais bandeiras. Numa tentativa de conscientizar a população sobre o peso dos tributos, a CDL/BH realiza, há oito anos, ações em lojas, restaurantes e em postos de combustíveis. Por um dia, os consumidores da capital mineira podem adquirir produtos e serviços livres de impostos. E neste ano não será diferente. No próximo dia 22 de maio a CDL/BH, por meio de seu Centro de Desenvolvimento Lojista Jovem (CDL Jovem), realizará mais um Dia da Liberdade de Impostos em diferentes pontos da cidade. Afinal, a nossa luta não é pela extinção dos tributos, mas sim pela conscientização da população dos impostos cobrados pelo governo, da falta de retorno do que é pago e da cobrança do cidadão ao poder público. Publicações similares Apoio ao Comércio 9 de julho de 2026 O fim do CNPJ numérico: CDL/BH promove evento gratuito para orientar pequenos negócios sobre transição digital obrigatória Evento será realizado no Horizonte, centro de soluções para o micro e pequeno empreendedor, nesta quinta-feira, … Apoio ao Comércio 26 de junho de 2026 Funcionamento do Comércio no dia 29 de junho, dia de jogo da Seleção Brasileira na Copa do Mundo 2026 A CDL/BH informa que os dias de jogos da seleção brasileira na Copa do Mundo de … Apoio ao Comércio 24 de junho de 2026 Comerciantes terão linha de crédito exclusiva com taxas reduzidas no BDMG em parceria inédita com a CDL/BH Micro e pequenos empresários poderão acessar financiamento com condições especiais e até um ano para começar a … Apoio ao Comércio 9 de junho de 2026 Vendas para o Dia dos Namorados devem ganhar força nesta semana em Belo Horizonte Pesquisa da CDL/BH apontou que seis em cada dez consumidores irão comprar o presente nos próximos …