Notícias - 16 de janeiro de 2020 Tem que ter causa. Tem que causar Apoio ao Comércio O conceito é conhecido. Vivemos uma era de abundância. Incluindo a abundância de desigualdades, que só têm aumentado. Essa é razão principal pela qual cresce de forma exponencial a demanda para que empresas, marcas, negócios e corporações se posicionem com respeito à sua real contribuição para a redução das desigualdades no mundo. A chamada era de abundância, reflexo da evolução tecnológica na produção e na informação, envolve recursos, bens, marcas, opções e serviços que, não podemos nos iludir, é um privilégio limitado a segmentos afluentes dos países mais desenvolvidos. E até mesmo nesses países, as desigualdades evoluem entre os que mais têm e os que têm cada vez menos. As redes sociais, a disseminação da informação e o consciente coletivo, em especial entre os mais jovens, fizeram despertar um sentimento de crescente rejeição à perspectiva de agravamento desse quadro e muitos movimentos sociais foram criados propondo alternativas à continuidade e a rejeição desse estado de coisas, em especial nos países economicamente mais desenvolvidos. Essa insatisfação com as desigualdades, com a menor atenção aos temas ligados à sustentabilidade, com as questões de liberdade de expressão e manifestação tem sido capturada pelos instrumentos de mensuração de comportamento e desejos dos consumidores-cidadãos e se transformaram em forte apelo para que as marcas, negócios, corporações repensassem sua estratégia e se posicionassem. Algumas corporações e negócios, como Natura e Boticário são exemplos aqui no Brasil de empresas que, genuína e originalmente, se posicionaram, desde sua criação, com respeito a esses temas. Outras como Inbev, Coca-Cola, H&M e GAP, em âmbito global, incorporaram propostas nessa direção em seu posicionamento, em especial por sua forte conexão com os segmentos mais jovens. Sob as mais diferentes formas as organizações e corporações globais e nacionais viram-se quase que obrigadas a responder ao anseio de ações realistas para redução das desigualdades e demais demandas sociais emergentes, sob pena de perda de conexão com a realidade emergente. E quanto maior a proximidade e dependência dos segmentos mais jovens, maior a necessidade de prestação de contas. E isso envolve também uma resposta e um posicionamento perante o público interno dessas empresas, seus funcionários e colaboradores, que estarão mais envolvidos, motivados e comprometidos, caso percebam identidade entre suas próprias convicções e aquelas defendidas pelas empresas. Deixou de ser suficiente oferecer produtos, marcas, formatos, canais, modelos e negócios competitivos em termos de qualidade, eficiência, valor e conveniência. O coletivo social demanda compromisso com um futuro sustentável, mais justo e menos desigual. Na equação de valor na escolha dentre as opções oferecidas de produtos, marcas, serviços ou negócios, consciente ou inconscientemente, cada vez mais se incorpora ao numerador dessa equação a componente compromisso e ações sociais desenvolvidas para definição da preferência. Como no denominador dessa equação estão preço e condições de venda, pode ocorrer que a preferência ocorra até por uma opção mais cara por conta de uma proposta social, ou sustentável, mais cativante, ambiciosa e mobilizadora. As empresas e marcas têm que demonstrar que têm Causa e Propósito para existirem, para muito além de sua proposta comercial ou de negócios, se quiserem ser percebidas como relevantes e desejáveis. Até mesmo as que se posicionam na vertente do puro Valor. Fonte: Mercado&Consumo Publicações similares Apoio ao Comércio 29 de julho de 2026 Lojistas estimam crescimento de até 20% em vendas para o Dia dos Pais Pesquisa da CDL/BH mostra expectativa positiva para a data, com investimento em estoques, promoções e estratégias … Apoio ao Comércio 23 de julho de 2026 Comércio de Belo Horizonte entra otimista no segundo semestre Mercado de trabalho aquecido, aumento da renda das famílias, início da redução dos juros e calendário … Apoio ao Comércio 21 de julho de 2026 Para acertar no presente, filhos vão apostar em itens tradicionais no Dia dos Pais Pesquisa da CDL/BH com consumidores da capital mostra que roupas, calçados e cosméticos serão os principais … Apoio ao Comércio 14 de julho de 2026 Futuro do varejo físico e transformação digital são temas de debate na CDL/BH Evento gratuito abordará como lojistas e pequenos negócios locais podem aliar a tradição do atendimento à …