Notícias - 27 de junho de 2014 Dilma Sanciona Lei dos Motoboys Apoio ao Comércio A presidente Dilma Rousseff sancionou nesta quarta-feira (18) a chamada "Lei dos Motoboys", que inclui a atividade de quem trabalha com motocicleta no rol de profissões consideradas perigosas pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A presidenta disse que a medida é justa, necessária e um direito desses trabalhadores, que enfrentam diversos perigos e até risco de vida. As novas diretrizes passaram a valer sexta-feira (20), data da publicação da lei no "Diário Oficial da União”. Pela nova lei, esses profissionais terão bônus de 30% sobre seus vencimentos por periculosidade, conforme pleiteado pela categoria. Segundo a Secretaria Geral da Presidência, a lei vai abranger as profissões de mototaxista, motoboy e motofrete. Atualmente, a CLT considera perigosas as atividades que “impliquem risco acentuado” ao trabalhador em virtude de exposição a produtos inflamáveis, explosíveis ou energia elétrica, além de seguranças pessoais ou de patrimônio. Os profissionais que exercem atividades sujeitas a esses riscos também têm assegurado o direito ao adicional de periculosidade de 30%. Questionada se poderá gerar desemprego numa categoria já marcada pela informalidade, Dilma respondeu: "Se fosse assim, ninguém teria periculosidade neste país. É uma questão de direito. 30% é algo que deve ser pago a eles, pelo risco de vida que eles correm. Eu duvido que algum patrão que precisa ter algum número significativo de motoboys numa lei que abrange todo o Brasil. Que, caso não seja cumprida, criará uma ilegalidade no exercício da atividade para a qual o motoboy é contratado, possa deixar de contratar motoboys", afirmou. Estudo do IPEA (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas) estimou em 2013 gastos de 40 bilhões em saúde decorrentes de acidentes de trânsito. Segundo o Sindimoto/SP (Sindicato dos mensageiros, motociclistas, ciclistas, e mototaxistas de São Paulo) a categoria conta com cerca de 2 milhões de trabalhadores em todo país. A lei, no entanto, não deve atingir toda a categoria, ela só vale para quem trabalha com carteira assinada. A medida tem que funcionar como um impulso para que todos desejem se formalizar num futuro. Molise C. de Lima Torres Andrade Raissa Guimarães Departamento Jurídico da CDL/BH Publicações similares Apoio ao Comércio 23 de julho de 2026 Comércio de Belo Horizonte entra otimista no segundo semestre Mercado de trabalho aquecido, aumento da renda das famílias, início da redução dos juros e calendário … Apoio ao Comércio 21 de julho de 2026 Para acertar no presente, filhos vão apostar em itens tradicionais no Dia dos Pais Pesquisa da CDL/BH com consumidores da capital mostra que roupas, calçados e cosméticos serão os principais … Apoio ao Comércio 14 de julho de 2026 Futuro do varejo físico e transformação digital são temas de debate na CDL/BH Evento gratuito abordará como lojistas e pequenos negócios locais podem aliar a tradição do atendimento à … Apoio ao Comércio 9 de julho de 2026 O fim do CNPJ numérico: CDL/BH promove evento gratuito para orientar pequenos negócios sobre transição digital obrigatória Evento será realizado no Horizonte, centro de soluções para o micro e pequeno empreendedor, nesta quinta-feira, …