Notícias - 23 de julho de 2020 Leia o artigo escrito pelo presidente da CDL/BH: “O preço do autoritarismo” Apoio ao Comércio Belo Horizonte é uma cidade que depende do comércio e dos serviços para crescer e se desenvolver. O setor é responsável por 72% do PIB da nossa cidade e por mais de um milhão de empregos diretos. Nossa culinária inigualável, os bares sempre agitados, as lojas com produtos únicos e variados, a moda inovadora e criativa giram nossa economia e atraem turistas de todas as partes do Brasil e do mundo. Mas neste ano, infelizmente, a pandemia do novo coronavírus fez o comércio mundial parar. Belo Horizonte, por óbvio, não escapou. Sempre soubemos e defendemos que a saúde está acima de tudo. Não hesitamos em fechar o comércio para cuidar da saúde, fazendo de tudo para salvar vidas, manter empregos e preservar a sanidade de nossos negócios —apesar de todos os obstáculos colocados pelos governantes de plantão. Nenhuma cidade, porém, vive uma situação tão inusitada e inexplicável como Belo Horizonte. São mais de quatro meses de fechamento do comércio sem nenhuma lógica nem critério técnico. Para efeito de comparação, São Paulo e Manaus, duas metrópoles com comércio forte e com uma epidemia muito mais letal, firmaram protocolos muito mais sólidos, responsáveis e efetivos de reabertura. Nós, dirigentes do comércio, não somos irresponsáveis nem insensíveis ao drama provocado pelo coronavírus. Cada vida conta demais e cada perda traz sofrimento inestimável para familiares e amigos. Não queremos liberar geral, sem controle nem responsabilidade, tanto que desde o início da pandemia tivemos várias inicitivas voltadas para preservar a saúde das pessoas. Investimos em informação, campanhas educativas e protocolos de segurança. Não defendemos a volta de aglomerações nem de festas populares. Mas os comerciantes precisam voltar a trabalhar. Não é possível ignorar que o comércio belo-horizontino perdeu mais de 70% de seu faturamento. E a principal causa desse fechamento é o não cumprimento da promessa feita pelo prefeito de abertura de novos leitos. Essa promessa foi feita há mais de dois meses. Belo Horizonte já perdeu mais de sete mil empresas e quase 100 mil trabalhadores já perderam seus empregos e o sustento de suas famílias. Como a prefeitura não faz sua parte, não constrói leitos de UTI nem oferece um transporte público eficiente, é mais fácil tentar nomear inocentes como vilões. Mas não vamos vestir essa fantasia de vilão, porque ela não nos cabe. E não vamos deixar que o prefeito vista um traje de herói que lhe é inadequado em todos os sentidos. Principalmente em se tratando de uma pessoa conhecida pelo seu autoritarismo e pela falta de diálogo. É inaceitável que os representantes do comércio sejam retirados dos fóruns de discussão da prefeitura sobre a reabertura. Os dirigentes lojistas são quem mais entendem do setor e os mais atingidos pela crise. Estamos indignados com a postura da prefeitura. É inaceitável que burocratas cuidem de protocolos de reabertura de um setor fundamental, que desconhecem totalmente. Com sua ação autoritária e política, o prefeito está olhando para a próxima eleição e virando as costas para o principal setor da economia da cidade. Belo Horizonte vai se lembrar disso por muito tempo. Publicações similares Apoio ao Comércio 26 de junho de 2026 Funcionamento do Comércio no dia 29 de junho, dia de jogo da Seleção Brasileira na Copa do Mundo 2026 A CDL/BH informa que os dias de jogos da seleção brasileira na Copa do Mundo de … Apoio ao Comércio 24 de junho de 2026 Comerciantes terão linha de crédito exclusiva com taxas reduzidas no BDMG em parceria inédita com a CDL/BH Micro e pequenos empresários poderão acessar financiamento com condições especiais e até um ano para começar a … Apoio ao Comércio 9 de junho de 2026 Vendas para o Dia dos Namorados devem ganhar força nesta semana em Belo Horizonte Pesquisa da CDL/BH apontou que seis em cada dez consumidores irão comprar o presente nos próximos … Apoio ao Comércio 5 de junho de 2026 Dia dos Namorados deve movimentar comércio de BH com gasto médio de R$ 264 por presente Valor previsto pelos consumidores é 42% maior que em 2025; roupas, cosméticos e calçados lideram a …