Notícias - 23 de outubro de 2013 O poder dos novos consumidores brasileiros Apoio ao Comércio Os novos consumidores brasileiros, a classe C, que somam hoje 52% da população do país, e que devem movimentar R$1 trilhão só este ano, foi o tema da palestra do comunicólogo e presidente da empresa Data Popular, Renato Meirelles, realizada pela CDL/BH, com apoio do Sebrae-MG, nesta terça-feira (22). De acordo com Meirelles, que dedicou sua carreira a conhecer e entender os hábitos de consumo das classes mais populares do Brasil, a classe C teve crescimento expressivo nos últimos 10 anos, passando de 38% da população, para 52% em 2012. Para ele, a causa desta mudança foi o incremento de mais de 20 milhões de postos de trabalho com carteira assinada, e não a concessão dos programas assistenciais do governo, como o Bolsa Família. Com a carteira assinada, o trabalhador brasileiro pode planejar melhor seus gastos, ele passa a ter um período de férias para poder viajar, recebe o 13º salário para gastar mais, e conquista crédito na praça, segundo Meirelles. Para ele, o aumento real do salário mínimo ao longo da última década também contribuiu para esse cenário. Somente no ano passado, 7,5 milhões de pessoas viajaram de avião pela primeira vez. A nova classe média possui valores distintos das classes A e B em relação ao consumo. Enquanto as classes A e B privilegiam a exclusividade em relação aos produtos, a C prefere quantidade, e ela vivencia isso melhor durante as refeições. É por meio da fartura na mesa, que a classe C consegue enxergar a sua mudança de vida. “Na visão deles, se não sobrar é porque faltou”, diz Meirelles. E essas pessoas estão mais exigentes, interessadas em produtos de qualidade, por um preço justo, valorizam as marcas e também estão abertas a experimentar produtos novos. No supermercado, por exemplo, elas passaram nos últimos 10 anos a consumir de 27 para 42 categorias de produtos diferentes. Segundo Meirelles, a classe C é um grande mercado a ser explorado, e quem souber como, se dará bem. É necessário conhecer seus desejos, saber como abordar essas pessoas, pois elas possuem um repertório cultural diferente. As empresas que já atingiram esse público são claras, didáticas, transparentes e apostam no relacionamento. “O Brasil está mudando e continuará e mudar muito, e quem quiser empreender neste novo cenário precisa conhecer esse mercado”, afirma. Publicações similares Apoio ao Comércio 25 de março de 2026 Mais de 80% dos lojistas dos segmentos de bombonieres e peixarias de BH estão otimistas com as vendas para a Páscoa A expectativa dos empresários é que 66,83% dos consumidores mantenham ou aumentem o consumo em relação … Apoio ao Comércio 19 de março de 2026 Inadimplência dos consumidores de BH no mês de fevereiro fica abaixo da média nacional Apesar do crescimento de 6,02% em fevereiro, capital mineira apresenta desempenho mais favorável que o país … Apoio ao Comércio 19 de março de 2026 MEI e Simples podem mudar: projeto avança e anima o setor de comércio e serviços Para a CDL/BH, caso o PLP 108/2021 seja aprovado em definitivo, haverá impacto positivo para as … Apoio ao Comércio 19 de março de 2026 Redução da Selic é vista como um ‘respiro’ para o setor de comércio e serviços Para a CDL/BH, queda é um bom caminho para a retomada de investimentos, melhora no acesso …