Notícias - 28 de março de 2020 Tire as suas dúvidas sobre o financiamento para pagar salários dos trabalhadores Apoio ao Comércio O Governo Federal anunciou ontem, 27, a abertura de uma linha de financiamento específica para o pagamento de funcionários. Veja os detalhes: 1. Quais empresas têm direito? Podem requisitar a linha de financiamento as empresas com faturamento entre R$ 360 mil e R$ 10 milhões por ano. 2. Há cobrança de juros na linha de financiamento? Sim. Os juros são de 3,75% ao ano. Os juros estão no mesmo patamar da Selic. 3. Está prevista alguma carência para o empresário que tomar o empréstimo? A empresa que aderir terá 6 meses de carência e 36 meses para pagar o empréstimo. 4. Existe alguma contrapartida para aderir ao financiamento? Sim. As empresas que contratarem essa linha de crédito não poderão demitir funcionários pelo período de dois meses. 5. Todos os salários preservados? Não. O benefício fica limitado a até dois salários mínimos, ou seja, R$ 2.090. Dessa forma, o trabalhador que recebe até esse valor continuará a ter o mesmo rendimento. 6. E os salários mais altos, como ficam? Se o empresário optar pela linha emergencial, quem ganha acima de dois salários mínimos terá um rendimento menor, limitado a dois salários mínimos. A empresa, no entanto, pode optar por complementar o valor acima de dois salários mínimos. 7. A nova linha de financiamento pode ser usada para bancar todas as despesas das empresas? Não. Ela é exclusiva para a folha de pagamento. 8. Os bancos privados vão ofertar a linha? Sim. Santander, Itaú e Bradesco já anunciaram que vão disponibilizar recursos para a linha emergencial. As empresas, no entanto, serão submetidas à análise de crédito das instituições financeiras. 9. Qual é a origem dos recursos? A linha receberá 85% de recursos do Tesouro Nacional e 15% dos bancos. Eles serão responsáveis pelo repasse dos recursos aos clientes. 10. O fundo que vai sustentar a linha emergencial será administrado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O governo também fica com 85% do risco de inadimplência, e os bancos com 15%. 11. Quantas empresas devem ser beneficiadas? A previsão do governo é que sejam beneficiadas 1,4 milhão de pequenas e médias empresas do país, num total de 12,2 milhões de pessoas. Publicações similares Apoio ao Comércio 19 de março de 2026 Inadimplência dos consumidores de BH no mês de fevereiro fica abaixo da média nacional Apesar do crescimento de 6,02% em fevereiro, capital mineira apresenta desempenho mais favorável que o país … Apoio ao Comércio 19 de março de 2026 MEI e Simples podem mudar: projeto avança e anima o setor de comércio e serviços Para a CDL/BH, caso o PLP 108/2021 seja aprovado em definitivo, haverá impacto positivo para as … Apoio ao Comércio 19 de março de 2026 Redução da Selic é vista como um ‘respiro’ para o setor de comércio e serviços Para a CDL/BH, queda é um bom caminho para a retomada de investimentos, melhora no acesso … Apoio ao Comércio 17 de março de 2026 Networking entre mulheres empreendedoras é tema de encontro na CDL/BH Márcia Machado, criadora da primeira loja colaborativa materna do Brasil, discute a importância das conexões para …