Notícias - 4 de fevereiro de 2015 Abordagem Abusiva Apoio ao Comércio Recentemente, a 17ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) condenou uma famosa casa noturna da capital mineira a indenizar um cliente em R$ 5 mil, por danos morais, em razão de ofensa sofrida diante da abordagem realizada por seguranças do estabelecimento. De acordo com o autor da ação, ao questionar a cobrança de produtos não consumidos, foi abordado no caixa por seguranças que, de forma truculenta e com o uso de força física, aplicaram-lhe uma "gravata" e lhe conduziram a uma sala reservada, onde foi coagido a efetuar o pagamento do valor cobrado. Após a análise das provas, os julgadores concluíram “que o autor, após impugnar os valores cobrados e solicitar a presença do gerente do estabelecimento, recusou-se a efetuar o pagamento integral da quantia e permaneceu na fila passando a, deliberadamente, impedir que os demais clientes fossem atendidos”. Ainda assim, os desembargadores consideraram que “a simples insistência do autor em ser imediatamente atendido, recusando-se, a sair da fila, não justifica a ofensa à sua integridade física, decorrente de conduta desarrazoada e truculenta dos seguranças (…)”, comprovada por meio de exame corporal. Logo, os desembargadores entenderam que o cliente sofreu ofensa à honra em razão do episódio, sendo merecedor de indenização por parte do estabelecimento comercial, na medida o artigo 5º, inciso X, da Constituição Federal dispõe que “são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação”. No mesmo sentido, é bom lembrar que, de acordo com o código de defesa do consumidor, o fornecedor é o responsável por reparar o dano, seja moral ou material, causado ao consumidor em razão da prestação do serviço oferecido, devendo, portanto, estar atento a todo e qualquer tratamento dispensado por seus funcionários aos clientes. Vale, ainda, consignar a norma do artigo 932, inciso III, do Código Civil, segundo a qual o empregador é o responsável pela reparação civil, por ato de seus empregados, serviçais ou prepostos, no exercício do trabalho que lhes competir ou em razão dele. Amaralina Queiroz Jurídico CDL/BH Publicações similares Notícias gerais 1 de abril de 2026 NOVA LEI AMPLIA LICENÇA-PATERNIDADE E CRIA SALÁRIO-PATERNIDADE A PARTIR DE 2027 Neste dia 01, foi publica da a Lei nº 15.371/2026, que cria o salário-paternidade e aumenta … Apoio ao Comércio 25 de março de 2026 Mais de 80% dos lojistas dos segmentos de bombonieres e peixarias de BH estão otimistas com as vendas para a Páscoa A expectativa dos empresários é que 66,83% dos consumidores mantenham ou aumentem o consumo em relação … Notícias gerais 23 de março de 2026 CDL/BH reforça compromisso com diálogo e parcerias com Governo Mateus Simões Entidade destaca importância do diálogo, apoio ao empreendedorismo e redução da carga tributária para impulsionar a … Apoio ao Comércio 19 de março de 2026 Inadimplência dos consumidores de BH no mês de fevereiro fica abaixo da média nacional Apesar do crescimento de 6,02% em fevereiro, capital mineira apresenta desempenho mais favorável que o país …