Notícias - 1 de abril de 2015 Consumidores são indenizados por abordagem abusiva Apoio ao Comércio Em recente decisão, a 16ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) condenou um supermercado de Ipatinga/MG a indenizar mãe e filho, em razão do dano moral que ambos sofreram ao serem abordados por funcionários que os constrangeram em razão da suspeita de furto de produtos do estabelecimento. Segundo a versão dos consumidores, ao saírem do supermercado, diante de diversas pessoas, foram humilhados por funcionários que lhes acusaram de terem levado produtos sem pagar. O estabelecimento, por sua vez, se defendeu dizendo que o fiscal somente pediu aos consumidores que comprovassem o pagamento das mercadorias, uma vez que passaram os produtos pelo caixa operado por um parente. Em primeira instância, o dano à honra dos consumidores foi reconhecido, sendo a empresa condenada ao pagamento de indenização no valor de R$ 3 mil para cada um deles. Em sede de recurso ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais, ambas as partes solicitaram a reforma da decisão. Os autores pretenderam o aumento da indenização, enquanto o estabelecimento comercial pediu a reconsideração quanto ao dano moral reconhecido. A sentença, entretanto, foi confirmada em todos os seus termos. Conforme consignou o desembargador relator, “havendo alguma suspeita em relação aos autores, estes deveriam ter sido abordados em particular, e não em situação vexatória, na frente de terceiros. O depoimento das testemunhas comprova que a abordagem dos fiscais de perdas foi realizada do lado de fora do estabelecimento, em logradouro de grande movimento, e que os autores ficaram abalados (…) E o fato é que não houve qualquer comprovação de que houve irregularidade na venda (…)”. Em seguida, ponderou que “o quantum a ser fixado para a indenização competirá ao prudente arbítrio do magistrado que, tendo em vista as dificuldades da positivação, traços e contornos do dano moral, deverá estabelecer uma reparação equitativa, levando-se em conta as peculiaridades de cada caso, como a culpa do agente, a extensão do prejuízo causado e a capacidade econômica do agressor”, restando por mantê-lo em R$3 mil para cada autor, na medida em que o valor não se mostrou excessivo, tampouco irrisório. Logo, verifica-se a aplicação do artigo 14 do código de defesa do consumidor, segundo o qual “o fornecedor de serviços responde, independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos à prestação dos serviços (…)”. Em resumo, o fornecedor é o responsável por reparar o dano, seja moral ou material, causado ao consumidor em razão da prestação do serviço oferecido, devendo, portanto, estar atento a todo e qualquer tratamento dispensado por seus funcionários ao público consumidor. Nesse sentido, vale, ainda, lembrar a norma do artigo 932, inciso III, do Código Civil, segundo a qual o empregador é o responsável pela reparação civil, por ato de seus empregados, serviçais ou prepostos, no exercício do trabalho que lhes competir ou em razão dele. Amaralina Queiroz Departamento Jurídico da CDL/BH Publicações similares Apoio ao Comércio 29 de julho de 2026 Lojistas estimam crescimento de até 20% em vendas para o Dia dos Pais Pesquisa da CDL/BH mostra expectativa positiva para a data, com investimento em estoques, promoções e estratégias … Apoio ao Comércio 23 de julho de 2026 Comércio de Belo Horizonte entra otimista no segundo semestre Mercado de trabalho aquecido, aumento da renda das famílias, início da redução dos juros e calendário … Apoio ao Comércio 21 de julho de 2026 Para acertar no presente, filhos vão apostar em itens tradicionais no Dia dos Pais Pesquisa da CDL/BH com consumidores da capital mostra que roupas, calçados e cosméticos serão os principais … Apoio ao Comércio 14 de julho de 2026 Futuro do varejo físico e transformação digital são temas de debate na CDL/BH Evento gratuito abordará como lojistas e pequenos negócios locais podem aliar a tradição do atendimento à …