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FMI vê melhora na economia brasileira, mas cobra reforma da Previdência e sugere aumento de impostos sobre a renda

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A economia brasileira deve crescer 2,3% em 2018, e mais 2,5% em 2019, segundo previsão do Fundo Monetário Internacional (FMI). É uma melhora em relação ao crescimento registrado em 2017, de 1%.


 


A perspectiva de crescimento brasileiro está bem abaixo da média global, de 3,9% em 2018, e mais 3,9% em 2019. Para o FMI, a reforma da previdência é uma prioridade para garantir a sustentabilidade das contas do governo brasileiro no longo prazo. Porém, o órgão sinaliza que incertezas políticas abrem espaço para riscos na implementação de reformas.


Já na vertente social, o FMI afirma que o Brasil e os demais emergentes têm oportunidade de tornar o crescimento mais inclusivo e reduzir a desigualdade. Para isso, o país deveria aumentar os impostos sobre a renda de indivíduos e reduzir impostos indiretos (já embutidos nos preços e, portanto, cobrados igualmente de todos os compradores, pesando mais no bolso de quem tem menos dinheiro).


 


O relatório do FMI também sugere que os emergentes aumentem a transferência de renda para grupos mais pobres por meio de programas como o Bolsa Família. Segundo o organismo internacional, esses programas podem reduzir as desigualdades no curto e também no médio prazo, já que exigem contrapartidas de quem recebe o benefício. No Bolsa Família, por exemplo, as crianças precisam ir para a escola e ter as vacinas em dia.


 


Segundo o FMI, a melhora na previsão de crescimento do Brasil está apoiada no aumento do consumo das famílias e do investimento, que fazem girar a economia. Já para os próximos anos, o crescimento do Brasil deve ficar em torno de 2,2%, puxado pelo envelhecimento da população – o que aumenta gastos públicos com aposentadoria e reduz a mão de obra – e a estagnação da produtividade. Mas não há expectativa de retorno à crise vivida entre 2015 e 2016, nem à baixa taxa de crescimento da economia do ano passado.


 


Fonte: G1 – editada


 

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