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Sucessão de empresas familiares

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O ex-presidente e acionista do grupo Orguel, Sérgio Fagundes Guerra Lajes, apresentou a palestra Sucessão de empresas familiares durante a reunião quinzenal da CDL Jovem. O encontro do grupo ocorreu nesta quinta-feira, 06 de julho, na CDL/BH.


Lajes alertou sobre a importância das empresas familiares prepararem a sucessão de suas lideranças. “É muito importante trabalhar esse assunto com antecedência, enquanto a há uma boa relação entre as pessoas e um ambiente agradável. Eu já vi amigos que não se prepararam e depois da morte do fundador, os herdeiros não entrarem em consenso e a empresa acabou”, afirma. Dentro deste contexto, o empresário apresentou a Orguel, grupo de empresas da sua família, que foi fundada em 1963, e todo o processo reestruturação desde de 2002 até os dias atuais. Lages explicou que o grupo era formado por sete empresas diferentes, sem interlocução uma com as outras.


O início do processo de reestruturação tudo foi a partir de um curso na Fundação Dom Cabral, chamado Paex – Parceiros por Excelência, em que mudou a visão dos acionistas da Orguel. “Tínhamos dois presidentes no mesmo grupo, com várias empresas dentro dele, algumas concorrentes uma das outras, cada uma com seus processos, indicadores. Nós colocamos todos os acionistas no banco da escola para ver como tudo funcionava e pensar no futuro da empresa”, fala Lages. 


A partir disso, a Orguel passou a se estruturar de forma que modificou ao longo desses anos completamente o organograma do grupo empresarial, que optou por ter somente um presidente. Assim também foi criado o Conselho de Família, que traçava os objetivos do grupo, o Conselho de Acionistas, que tinha o papel mais ativo de alinhar os objetivos e repassar ao Conselho de Administração, responsável por aprovar o plano estratégico, monitorar a execução dele, contratar auditorias e analisar os resultados.


Após a estruturação do organograma, a Orguel passou a padronizar o grupo com a junção de empresas, que tinham a mesma penetração no mercado, como a Locguel e Locbras, ambas de locação de máquinas e equipamentos. “Nós também fizemos a unidade da comunicação em todas as empresas, pois as sinergias estavam espalhadas. As filiais passaram as ser compartilhadas, onde uma filial tinha a representação das diversas empresas. Fundimos o Back Office de todas as empresas em um só, com um financeiro, um RH, uma TI, com padronização, qualidade e menor custo”, apresenta Lages. Esses foram alguns dos diversos pontos apresentados pelo empresário. “É muito trabalhoso, mexe com processos, mexe pessoas, traz grandes desafios, mas pensamos na companhia do futuro e não sei em que situação estaríamos com essa crise, se não tivéssemos feito essa reestruturação no grupo”, conclui.   


 


Bráulio Filgueiras

Comunicação e Marketing


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